Uma data a lembrar: 14 de setembro de 2009. Foi nesse dia que Arthur Sulzberger e Janet Robinson, respectivamente diretor geral e presidente do New York Times, fizeram circular um memorando interno informando a todos os funcionários da empresa que, a partir daquela data o NYT deveria ser considerado, conceitualmente, uma “empresa de informação” e na mais um jornal. Esse fato, altamente simbólico, instiga pensarmos que a habilitação em jornalismo, dos cursos de comunicação, deveria mudar também e se tornar uma habilitação produção e apuração de informação, centrada nos meios digitais. Será que nunca podemos ficar na vanguarda?
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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