Setenta países do planeta favorecem deliberadamente o analfabetismo feminino. A informação é da ONG Save the Children. Isso significa cerca de 200 milhões de meninas impedidas de freqüentar a escola. Na Etiópia e na Nigéria, três quartos das alunas são obrigadas a deixar a escola para dar lugar aos rapazes. E o pior: essa prática resulta na elevação dos índices de subnutrição, mortalidade infantil e propagação da aids. Em 2006, no Afeganistão, um diretor de escola foi decapitado diante da família por um grupo de homens armados. Seu crime: deu aulas a meninas.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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