O Rocky Mountain News, um jornal de 150 anos, que cobriu a Guerra da Secessão e que ganhou o Pulitzer de 2003 por sua cobertura sobre a tragédia em Columbine, fechou as portas. Apesar de estar sediado num estado periférico, o Colorado, não era um jornal pequeno. Vendia 300 mil exemplares por dia há poucos anos, mas esse volume, impressionante se comparamos com as edições daqui, de 20 a 25 mil exemplares diários, começou a decair. A anatomia dessa morte, ou melhor, dessa falência, é descrita – e analisada – por John Templo, antigo editor do jornal. Aqui, um comentário sobre o jornal, em francês, e aqui o blog de Temple, em inglês, onde há um link para sua conferência.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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