Há no Pará duas matrizes econômicas. Uma delas é a matriz econômica de raiz, que decorre da simbiose da sociedade colonizadora com as populações tradicionais. É a matriz da economia cabocla, autosustentável e autoregulável. Essa matriz perdeu seu espaço nas últimas décadas para a outra matriz, a economia produtivista, que procura converter qualquer território, independente de sua experiência histórica, à lógica do grande capital. A matriz cabocla ocupa cerca de 65% do território paraense, o equivalente a uma área com cerca de 1,6 milhão de km2 e ocupa cerca de 2 milhões de paraenses. Ela precisa ser protegida, porque é a garantia de preservação da floresta e das populações que aí habitam, e por isso uma das grande dificuldades estruturais do Pará é controlar a expansão predatória da segunda matriz. Esta, ocupa uma área com cerca de 600 mil km2 e abriga 5,5 milhões de paraenses. Ela concentra a maioria dos problemas sociais e fundiários do estado.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
Comentários