Em quarto lugar, enfim, porque o Pará funcionou como um laboratório de políticas públicas equivocadas, tanto durante o regime militar como depois dele. Essas políticas públicas, com a (boa) intenção de incluir o estado na coerência produtiva da sociedade nacional brasileira, engendraram ou estimularam problemas que restam passivos a resolver, como as questões fundiária, ambiental e, também, o esgotamento do modelo convencional do processo produtivo. Atualmente é muito fácil atribuir essas situações à responsabilidade do governo estadual sem ter em mente que quase todas elas resultaram do autoritarismo do Governo Federal e de seus projetos de desenvolvimento, geralmente realizados à revelia da experiência concreta da sociedade local.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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