Em quarto lugar, enfim, porque o Pará funcionou como um laboratório de políticas públicas equivocadas, tanto durante o regime militar como depois dele. Essas políticas públicas, com a (boa) intenção de incluir o estado na coerência produtiva da sociedade nacional brasileira, engendraram ou estimularam problemas que restam passivos a resolver, como as questões fundiária, ambiental e, também, o esgotamento do modelo convencional do processo produtivo. Atualmente é muito fácil atribuir essas situações à responsabilidade do governo estadual sem ter em mente que quase todas elas resultaram do autoritarismo do Governo Federal e de seus projetos de desenvolvimento, geralmente realizados à revelia da experiência concreta da sociedade local.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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