O modelo predador compreende a economia como um processo centrado no jogo estímulo-demanda. Por isso, interpreta que a normalidade, em economia, é o Pará se preparar para atender à demanda externa, a demanda criada pelos mercados consumidores. O modelo predador está compromissado com o que é bom para esses mercados. O NMD, ao contrário, acredita que a normalidade, em economia, está baseada num compromisso interno, ou seja, com o Pará. Assim, as condições de oferta têm seu foco nas potencialidades dos paraenses, nas riquezas naturais presentes no território e na experiência social de produção dessas riquezas. Por exemplo: produz-se um bom cacau na Transamazônica, mas a falta de compradores faz com que essa produção seja pequena. É uma situação potencial, que reúne qualidade de solo e capacidade de mão de obra, só falta fechar o elo da cadeia encontrando o comprador, que existe, mas não sabe que pode investir naquele território. O modelo predador nunca se preocupou com isso, o NMD começou a trabalhar um arranjo produtivo local e a induzir o consumo daquela produção e hoje já temos uma fábrica se instalando na Transamazônica para produzir chocolate.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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