O modelo predador valoriza o grande capital como a única possibilidade de modernização de um território. É a seqüência lógica da primeira diferença entre os dois modelos, citada acima: tudo depende da determinação do grande capital, da vontade do grande capital. Isso gera uma grande inércia na sociedade, porque o Estado se coloca numa posição sempre passiva. O NMD pensa diferente. Pensa que a modernidade, ou seja, a capacidade de avançar a história, não funciona, unicamente, com o poder do grande capital. O NMD acredita que é possível uma modernização distributiva. O que é isso? É a indução de arranjos institucionais, é o emprego inteligente de pequenas parcelas de capital para estimular pequenas economias. NMD é não ficar à mercê do grande capital, é estimular as potencialidades locais, acreditando que elas também são agentes de modernização.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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