As estratégias de desenvolvimento implementadas anteriormente no Pará falharam porque não compreenderam que a construção de uma dinâmica de desenvolvimento duradoura está vinculada, num primeiro plano, à capacidade de articular o crescimento econômico com a ampliação simultânea dos capitais humano e social e, num segundo plano, à capacidade desses capitais interagirem de forma qualificada no território. Elas falharam porque não perceberam a dimensão sistêmica e territorial da competitividade, para a qual são decisivas, não apenas as vantagens locacionais ou os estoques de recursos naturais, mas também as vantagens socialmente construídas. Planejar o futuro do Pará com um NMD projeta uma sociedade mais desenvolvida e mais justa, na qual o desenvolvimento econômico caminha ao lado da responsabilidade ambiental e da qualidade de vida para todos e todas. Trata-se da tarefa de substituir um ciclo vicioso de usura, exploração e predação por um ciclo virtuoso de desenvolvimento.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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