Sim, necessariamente, porque se trata de uma disputa entre modelos de desenvolvimento. De um lado o modelo de desenvolvimento espoliador, presente desde o primeiro segundo da presença européia na Amazônia, um modelo perpetuado pelo estado brasileiro. De outro, um outro modelo de desenvolvimento, que acredita que um outro mundo é possível. Não é possível implementar, mesmo que parcialmente, esse outro modelo de desenvolvimento, se não for por meio de um projeto político de esquerda. Isso se deve ao fato de que as forças históricas que tradicionalmente governam a Amazônia são forças, como disse, espoliadoras, ou seja, interessadas exclusivamente no seu lucro, sem nenhum compromisso redistributivo, com a justiça social ou com a sustentablidade.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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