Sim, necessariamente, porque se trata de uma disputa entre modelos de desenvolvimento. De um lado o modelo de desenvolvimento espoliador, presente desde o primeiro segundo da presença européia na Amazônia, um modelo perpetuado pelo estado brasileiro. De outro, um outro modelo de desenvolvimento, que acredita que um outro mundo é possível. Não é possível implementar, mesmo que parcialmente, esse outro modelo de desenvolvimento, se não for por meio de um projeto político de esquerda. Isso se deve ao fato de que as forças históricas que tradicionalmente governam a Amazônia são forças, como disse, espoliadoras, ou seja, interessadas exclusivamente no seu lucro, sem nenhum compromisso redistributivo, com a justiça social ou com a sustentablidade.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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