Julgo que é necessário que a esquerda produza, incessantemente, sua autocrítica. Sem negar a importância da ação política do Partido dos Trabalhadores, meu partido, penso que seria necessário avançar mais em certas conquistas sociais. Também penso que os rumos do PT, hoje em dia, tendem a reproduzir o modelo da social-democracia européia, e que esse não é o caminho ideal. Digo isso como exemplo e se o escrevo aqui é acreditando, sempre, que o debate de idéias é um debate de posições. Da mesma maneira, se utilizo o termo “esquerda” é para assinalar que devemos marcar posições, reconstruir territórios, advogar e administrar “heranças à esquerda” e não como mero passadismo. A esquerda sobre a qual falo é a do futuro mais que a do presente e, de jeito nenhum, a do passado. É uma esquerda a inventar.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
Comentários