O blog lamenta profundamente a morte de Neuton Miranda, ocorrida ontem a noite, em Belterra. Neuton, que ocupava o cargo de superintendente do Serviço do Patrimônio da União (SPU) no Pará e que era presidente regional do PC do B, vai muito prematuramente, aos 61 anos. Sua vida foi plena de dignidade e sua postura serena e equilibrada deu lições a todo o campo da esquerda e a toda a sociedade paraense. Recordo quando rompeu a aliança de seu partido com a coalização que, liderada pelo PSDB, governava o Pará. Foi um gesto de coerência, antes de tudo, pois se deu imediatamente após o massacre de Eldorado de Carajás, em 1996. Porém, além de um gesto de coerência, foi também um gesto político, o que mostra que a coerência pode ter um efeito que já nem se lhe atribui, no campo cínico da política. Imagino como foi duro, para o governo Almir Gabriel, ser abandonado pelo pequeno, mas digníssimo aliado. Fica aqui minha solidariedade à família e a todos os companheiros do PC do B.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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