Nenhum dos 56 deputados ou dos 14 senadores do DEM serve para ser candidato a vice-presidente de José Serra. Se o PSDB não é lá grandes coisas, o DEM, então, é a vergonha. Humilhado, o partido precisa decidir o caminho a tomar. As opções são duas: aceitar a humilhação, bater no peito se dizendo corrupto e ruim e seguir na chapa de Serra (sem ser o vice) ou então seguir seu próprio caminho. Isso quer dizer ficar sozinho. Não ter candidato à presidente e não ter candidato a governador em alguns estados. A conseqüência política disso se dá no precioso espaço da propaganda eleitoral. Se o DEM não tiver candidato a presidente ou governador, seu ou em coligação, seu tempo no rádio e TV será partilhado pelos demais partidos proporcionalmente à força de cada um. É o que manda a lei eleitoral manda. Nessa hipótese, Dilma Rousseff, do PT, herda 60% do tempo reservado ao partido.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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