Nenhum dos 56 deputados ou dos 14 senadores do DEM serve para ser candidato a vice-presidente de José Serra. Se o PSDB não é lá grandes coisas, o DEM, então, é a vergonha. Humilhado, o partido precisa decidir o caminho a tomar. As opções são duas: aceitar a humilhação, bater no peito se dizendo corrupto e ruim e seguir na chapa de Serra (sem ser o vice) ou então seguir seu próprio caminho. Isso quer dizer ficar sozinho. Não ter candidato à presidente e não ter candidato a governador em alguns estados. A conseqüência política disso se dá no precioso espaço da propaganda eleitoral. Se o DEM não tiver candidato a presidente ou governador, seu ou em coligação, seu tempo no rádio e TV será partilhado pelos demais partidos proporcionalmente à força de cada um. É o que manda a lei eleitoral manda. Nessa hipótese, Dilma Rousseff, do PT, herda 60% do tempo reservado ao partido.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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