Assisti a Io Sono l'Amore, filme de Luca Guadagnino. A história se passa, um tanto simbolicamente, na passagem para o século XXI. Ainda que os personagens e a ambientação pertençam a esse grande estereótipo, jamais destruído, que é pertencerem a uma família italiana da alta burguesia industrial de Milão, o filme é muito interessante. Parte-se do cotidiano ritualista, algo típico a toda existência realmente burguesa e sua condição essencial de classe. Ritos meticulosos de vestir, comer, dar bom-dia, amar. Vai-se festejar o aniversário do patriarca e ele, por sua vez, pretende anunciar seu plano de sucessão na empresa da família. Tudo vai bem até aí. Sua família é legal: o filho, Tancredi, é dedicado à empresa familiar. A nora, Ema, é o modelo de esposa e mãe. Os netos, Elisabetta, Edoardo e Gianluca, são legais. Porém, chega na casa um visitante inesperado: Antonio, amigo de Edoardo, um jovem e charmoso chefe de cozinha. Então começa a desordem. Como se sabe, as famílias realmente burguesas esfacelam-se ao simples vento de uma novidade insólita. Pois não é que Ema apaixona-se perdidamente pelo cozinheiro Antonio? Quem conhece Pasolini aí encontrará muito Teorema. Mas, também, quem ama Visconti, encontrará o espírito precário de uma burguesia que se não alcança realmente nobre, ainda que o pretenda.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...

Comentários