26 outubro 2010

O impacto econômico das promessas malucas do Serra


Ou José Serra não compreende o impacto de suas promessas sobre o orçamento da União ou finge que não compreende. A julgar por seu comportamento nestas eleições, podemos ter certeza de que está fingindo.
Ele afirma que o impacto de suas principais propostas para a área social ao afirmar que elas teriam um peso equivalente a apenas 1% no Orçamento da União no ano que vem.
Somadas, as promessas de aumento para R$ 600 do salário mínimo, o reajuste de 10% para as aposentadorias acima de um salário, a multiplicação por dois do Bolsa Família e a instituição do 13º para para esse benefício custariam R$ 46 bilhões. Embora o Orçamento para 2011 previsto na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) seja de R$ 1,9 trilhão, o governo poderá contar com apenas R$ 752,8 bilhões.

Esse é total que terá para todas as suas despesas correntes e investimentos. O restante vai para Estados e municípios, superavit primário ou é meramente contábil (para rolar dívidas). Sobre esses R$ 752,8 bilhões, os novos gastos representam 6,1% do Orçamento.

Em uma conta conservadora, o gasto adicional como proporção do Orçamento seria de 5% (já que a LDO prevê algum aumento para as aposentadorias em 2011). Mesmo considerando o R$ 1,9 trilhão, o gasto adicional seria de mais de 2% do Orçamento (não 1%).

Lula classificou as propostas apresentadas na campanha tucana de “irresponsáveis” e disse que Serra não tem condições de cumpri-las, além de cobrar do candidato explicações claras sobre o que pretende mudar na política econômica. Lula disse o seguinte:
“Nós sabemos distinguir o que é uma mentira e o que é verdade. Nós temos uma proposta de recuperação do salário mínimo até 2023 que vai dobrar o valor do salário mínimo, e nós acreditamos tanto no Brasil que combinamos a política de reajuste do salário mínimo ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e à taxa de inflação. É uma quantia muito maior do que qualquer presidente já pensou neste País”, desabafou. E emendou: “Somos muito responsáveis e não vamos ficar leiloando coisas em época de eleição”.
(Com dados recolhidos nos jornais Folha de S. Pauo e O Estado de S. Paulo)

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