10 novembro 2010

Os interesses por trás da campanha para derrubar o Enem 3

Um trecho da boa entrevista do ministro da Educação,Fernando Haddad, concedida ontem ao Bom Dia Brasil:
Alexandre Garcia: O edital exigia uma conferência por parte do Inep que não houve?
Fernando Haddad: Houve a conferência da matriz. O Inep não tem de condição de fiscalizar e ler 4,6 milhões de provas. O Inep lê a matriz, confere a matriz e dá ordem de impressão. A própria gráfica que é a maior empresa gráfica do mundo - que fatura US$ 20 bilhões por ano e é uma multinacional – em carta, ontem pela manhã, reconheceu que um lote de 21 mil provas saiu com erro de impressão.
Renata Vasconcellos: No ano passado, grandes universidades descartaram o exame. Como o senhor vê a possibilidade de faculdades desistirem de usar o Enem no seu processo de avaliação, por causa das mudanças, inclusive no calendário?
Fernando Haddad: A desistência do ano passado se deveu ao fato de que nós não conseguimos processar os resultados em virtude do adiamento por 60 dias da prova. Não tem nada a ver com o Enem. Tanto é verdade, que todas que não usaram o Enem no ano passado, em função disso, voltaram a usar. O dobro de universidades usará o Enem este ano em relação ao ano passado. Ao todo, 500 mil alunos a mais se inscreveram no exame.
Alexandre Garcia: Estamos concluindo a entrevista. O que o senhor diria para os 3,4 milhões de estudantes que estão nessa dúvida? Eu sei que hoje o senhor vai falar com juristas para tentar convencê-los de que não há quebra de isonomia.
Fernando Haddad: Na verdade, o que nós vamos fazer é convencer o Judiciário que a tecnologia educacional hoje permite aplicar uma segunda prova sem nenhum prejuízo para os estudantes, com total isonomia, porque nós vamos seguir rigorosamente a mesma escala, como todas as avaliações nacionais e internacionais. Fazendo chegar essa informação à juíza, eu tenho certeza que ela vai mudar sua posição. Caso contrário, nós vamos recorrer ao tribunal, sem nenhuma dificuldade.

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