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Os interesses por trás da campanha para derrubar o Enem 2

Por isso, precisamos rechaçar essa tentativa da mídia de desmoralizar o Enem. Sessenta países membros da OCDE submetem os estudantes a um exame equivalente ao Enem, o Pisa. Nos EUA, o sistema é conhecido como Sat, e segue os mesmos princípios. Em todos esses países ele funciona há mais de meio século. No Brasil, funciona há 15 anos.
No governo Lula, o Enem passou de ferramenta de avaliação da qualidade do ensino por amostragem e consolidou-se como um mecanismo de democratização e acesso das camadas populares ao ensino superior gratuito. No governo FHC o Enem era aplicado apenas para 157 mil inscritos e servia apenas para medir o grau de aprendizagem dos alunos.
Para o aluno, o Enem traz inúmeras vantagens, a começar pela imensa vantagem de se libertar dos infames cursinhos e das estúpidas apostilas. O Enem compara a média do aluno com a de seus concorrentes e avalia para onde mais é mais razoável ir.
Hoje, se tornou o sistema que seleciona os alunos do ProUni, os que se submetem à Prova Brasil, à Provinha Brasil, ao Enseja e, proximamemnte, aos financiados pelo FIES. E, alem de tudo isso, representa uma imensa economia para as universidades públicas e para a população em geral, inclusive porque tende a dispensar os infames cursinhos e as caras apostilas. Para se inscrever no Enem, o candidato paga R$ 35. Se for egresso de escola pública ou se demonstrar que é pobre não paga nada. 83 mil vagas de universidades públicas federais serão preenchidas com base nele. Somados aos 150 mil alunos do ProUni – obrigados a fazer o exame, são 230 mil vagas universitárias.
Os interesses econômicos estão bastante evidenciados neste episódio, tal como os interesses da grande mídia. Necessário observar bem a questão.

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