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Economia do cinema

Manuel Rangel também falou, na sua entrevista para a Caros Amigos, sobre o papel do cinema na economia da cultura brasileira. Observou que o custo médio para produzir um filme é de R$ 2 milhões, uma quantia alta, que demanda a existência de um mercado ativo, capaz de viabilizar a circulação do produto, mas respeitando a diversidade de nichos existentes na sociedade brasileira, ou seja, o fato de que, q1uando se fala em mercado, está-se falando não apenas de filmes que são vistos por 5 milhões de pessoas, mas, também, por filmes que devem ser feitos para serem vistos por apenas 100 mil pessoas:
"O mercado não é uma coisa homogênea, nem é uma entidade abstrata. O mercado é, na verdade, diversos mercados, são nichos. (...) E um filme para falar com 100 mil pessoas tem que ter uma estratégia de custo, uma estratégia de sustentabilidade, uma estratégia de diálogo que seja proporcional ao público que pretende atingir".
Rangel também falou sobre o mercado interno, brasileiro, para o audiovisual: "É legítimo que os estrangeiros venham aqui e retirem daqui o sustento da sua produção, mas não é legítimo que os brasileiros retirem daqui o sustento de sua produção? Portanto, isso é uma falsa polêmica que por vezes se estabelece. Não há possibilidade de trabalhar a economia do audiovisual, a indústria cinematográfica e do audiovisual sem a ocupação do mercado interno". 

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