Vou começar a contar a vocês algumas de minhas conversas. Meu apreço pelos mitos do espaço publico e minhas utopias pessoais me levam a participar de dois grupos, que se reúnem semanalmente: o Grupo do Mururé e a Confraria do Pato Macho. O primeiro é formado por nomes ilustríssimos, todos com grande experiência, uns na vida pública e outros na vida acadêmica. O segundo, por uns canalhas menos ilustres, uns velhos amigos sem glórias. São grupos díferes, mas em ambos discutimos política. O primeiro se reúne às terças, para um café da manhã saudável. O segundo às sextas, para um whiskye misericordioso.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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