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O ensino de comunicação


É preciso pensar melhor sobre o papel da universidade em relação ao conjunto de disciplinas que, normalmente, se chama de “comunicação”. O importante College of Communications, da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign, mudou seu nome, há uns três anos, para College of Media. A justificativa oferecida pelo deão da instituição, Ronald Yates, em tradução de Venício de Lima, que lá estudou, foi a seguinte:
"O que nos realmente fazemos é estudar e ensinar ‘comunicação midiatizada’ [mediated communications] (...). Nós estudamos e ensinamos mídia – mídia velha, mídia nova, mídia emergente, mídia futura. Em resumo, o College of Communications é sobre mídia. O mais importante de tudo isso (…) não é encontrar uma nomenclatura precisa, mas dar conta das mudanças que estão ocorrendo (...). A enorme mudança que produz informação e entretenimento a qualquer hora, em qualquer lugar, tem forçado as pessoas a se adaptarem constantemente. O resultado é que elas estão ficando mais sábias e discernindo melhor como gastar o dinheiro e o tempo delas, como buscar as notícias e como responder à mídia. Essas mudanças nas formas de distribuição [de informação e entretenimento] e na maneira como as pessoas pensam a respeito da mídia provocaram mudanças no escopo das comunicações como disciplina."
Num processo análogo, a Universidade do Colorado estuda fechar seu curso de graduação em Jornalismo para criar um programa que combine preceitos jornalísticos e de ciência da computação. O novo curso seria algo próximo de uma "graduação em mídias".
Várias instituições seguem essa tendência. Nos Estados Unidos, são menos trinta escolas de “comunicação” que estão mudando sua referência paradigmática e propondo revbisões profundas em seus curricula. Dentre elas, as faculdades de comunicação das universidades de Wisconsin, Cornell, Rutgers e Berkeley. Todas elas percebem que há uma nova tendência no mercado e na sociedade, uma tendência de inversão de eixos pardigmáticos que já não é satisfeita com o feixe de estudos tradicionalmente amarrados sob a idéia de comunicação.

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