04 dezembro 2011

Entre o Mito e a Fronteira: "vitalismo".


Este livro fala sobre esse processo. Fala sobre a moderna tradição amazônica e seu dinamismo, seu vitalismo. Fala sobre situações de ansiedade em relação ao fim da cultura e sobre a economia do sentido comum.

A moderna tradição amazônica pode ser vista como um desvelamento social. Não como a recuperação e defesa de uma essência ou o resgate de tradições, como querem tantos autores, ainda dominados pelos paradigmas de uma modernidade castradora, mas sim como uma bricolagem coletiva, uma invenção ou imaginação cujos processos, dispersos no corpo social, podem aqui ser chamados de intersubjetividade.

2 comentários:

Marise Rocha Morbach disse...

Taí Fábio uma questão que eu queria discutir contigo e agora quero fazer. A modernidade está muito relacionada com a intersubjetividade, não há dúvida! A individualidade funda a Modernidade; portanto a subjetividade está no fulcro da discussão. Mas a intersubjetividade é impossível para o método?!? Não pode ser objeto da ciência a rigor?!?
O subconsciente pode! Ele é o objeto de uma teoria científica: da Psicanálise. A intersubjetividade o que é? Um campo?

Fabio Fonseca de Castro disse...

A subjetividade está associada aos métodos da modernidade e com ela se vincula totalmente: é a crença no pessoalismo, numa postura de pesquisa, ou visão de mundo, tipicamente individualista.

A idéia de intersubjetividade surge com a fenomenologia, e tem vários desdobramentos. Por exemplo, a sociologia fenomenológica, de Alfred Schutz; a analítica existencial do "dasein", de Heidegger e a "dasein analyse", de Binswanger.

Também está presente na Etnometodologia, em Goffman e, com um desdobramento epistemológico importante, em Richard Rorty.

Nos primórdios do campo sociológico há muito sobre o tema em Simmel. Mais tarde também em Weber.

Contemporaneamente, em Derrida.