Não tive tempo de retornar ao blog desde o último post, e faço-o, agora, tranquilizado pela notícia da revogação da liminar referida antes, pelo próprio juiz que a havia concedido, Marco Antonio Lobo Castelo Branco. O juiz se disse "induzido ao erro" por laudo médico produzido por um não especialista no assunto. Complicadíssima história. Ainda bem que o senhor juiz percebeu que tinha sido induzido ao erro. Infelizmente, o estrago produzido com esse caso mancha o judiciário mais um pouco. Pelas redes sociais as piadas são múltiplas e correm como pólvora. O ridículo foi muito, mas, enfim, o pior se desfez.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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