31 maio 2012

Salvar o Arquivo Público: A história não tem preço. Tem urgência.

A Associação dos Amigos do Arquivo Público do Estado Pará e a Associação Nacional de Historia, Seção Pará (ANPUH-PA) realizam hoje, 31, a partir das 9:30 horas, um ato público em frente a sede do Arquivo Público do Pará, para coletar assinaturas em abaixo-assinado contra as condições precárias da instituição. 

O ato público cobra do governo do Estado a implementação de medidas urgentes que salvaguardem o enorme e importante acervo do Arquivo, retirando-o do risco iminente de sofrer um incêndio. 

O Arquivo Público do Estado do Pará, o mais importante espaço da memória histórica da Amazônia e um dos mais destacados do Brasil, funciona em um prédio do século XIX, de grande importância arquitetônica e guarda cerca de quatro milhões de documentos, muitos em exemplares únicos. 

No último dia 18 teve início um curto circuito que por muito pouco não incendiou a instituição. O arquiteto Flávio Nassar deu o alarme sobre o ocorrido e iniciou a mobilização.

Esse ocorrido não foi um fato isolado.

É evidente que é necessário, em primeiro lugar, medidas imediatas de segurança. A história não tem preço. Tem urgência.

Também é evidente que, independentemente dessas medidas urgentes, é necessário, à médio prazo, adequar um novo espaço para o Arquivo Público.

O problema é que, apesar dos riscos e da mobilização social, o Governo do Estado do Pará - e, mais especificamente, a Secretaria de Estado da Cultura - nada dizem a respeito. O perfil autoritário do secretário Paulo Chaves não admite questionamentos feitos pela sociedade civil e ele chegou a impedir a entrada, no Arquivo, dos filiados à Associação dos Amigos do Arquivo Público, que pretendiam fazer uma avaliação dos riscos.

O tema é da maior gravidade e da maior importância. É preciso que o governo entenda que ele está acima da partidarização da política e acima, muito acima, dos interesses do PSDB.

Um comentário:

Anônimo disse...

É impressionante a arrogância desse Paulo Chaves. Ele vai tentar deixar o barulho passar para aparecer, de repente, com uma solução maravilhosa qualquer. Maravilhosa e cara. Vai inventar um prédio modernoso, que custe milhões de reais, para abrigar o Apep. Os documentos históricos são secundários. O que vale é sempre o invólucro. Tomara que o acervo sobreviva até lá!