Hoje participei da mesa de abertura do Enecult - o Encontro de Estudos Multidis ciplinares em Cultura, promovido pelo Programa de Pós-graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia. A mesa se chamou "Culturas Brasileiras + 10: Travessias Interculturais". A proposta foi mostrar como anda a cultura brasileira e os pontos de convergências, divergências e avanços no período de 10 anos da nova configuração da cultura. A mesa foi mediada pelo professor da UFBA, José Roberto Severino, da Faculdade de Comunicação da UFBA e, além de mim, contou com a presença de Zilda Iokoi, da USP; Maria Beatriz de Medeiros, da UnB e do caríssimo amigo Márcio Meira, hoje no Ministério da Educação. Para quem se interessar, mais informação sobre essa mesa aqui.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....

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