10 dezembro 2015

Retornos

“Por que nunca mais escreveste no blog?”
“Por que ando sem tempo”
“Isso não justifica e nem explica, ao menos para quem anda escrevendo sobre a temporalidade”
“Sobre os efeitos de sentido da temporalidade na vida quotidiana”
“Pior ainda: sabes bem que a falta de tempo é relativa”
“É, mas pior do que a falta física de tempo é a falta mental de tempo”
“É, mas escrever é preciso, acima das condições temporais, do cansaço e da fadiga, porque a situação demanda que mais gente repita que tudo vai mal, que as pessoas estão ficando irracionais e que o bom senso se perde, que esse golpismo paraguaio que assola o país precisa parar de uma vez por todas, que o governo precisa poder trabalhar… Há prioridades”.
Calo-me. O diálogo comigo mesmo, monótono, repetidas vezes ocorrido, me convence.

Retornemos ao Hupomnemata.

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