O terceiro debate específico de nosso curso abordará um dos campos de maior efervescência dos fenômenos de identificação social na sociedade contemporânea. Discutriemos a mídia como espaço de produção de subjetividade e como plataforma de produção da subjetividade. Dinâmicas da modernidade avançada: mídia, produção de sentidos e produção de identidades. Discutiremos dois textos. O Caetano se encarregará de expor o artigo de Delachambre (DELACHAMBRE, J.-P. Le sujet face à l’intrication du système et du monde vécu, in BAJOIT G. Et BELIN, E. (dirs.) Contributions à une sociologie du sujet. Paris, l’Harmattan, 1997, pp. 185-209). E a Carla apresentará o artigo de Jayme (JAYME, J.G. Travestis, transformistas, drag-queens, transexuais: Pensando a construção de gêneros e identidades na sociedade contemporânea in PAIVA, R. et BARBALHO, A. (orgs.) Comunicação e cultura de minorias. São Paulo, Paulus, 2005, pp. 149-168).
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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