O tema me faz lembrar de Alphonse Bértillon. Esse sujeito criou, em 1882, um sistema de informações policiais centrado na fotografia de orelhas. Bem, ele fotografa, sob uma mesma marcação de luz, o rosto dos detentos e suspeitos, mas atinha-se particularmente na produção de imagens de suas orelhas. Acreditava que as pessoas não possuem, jamais, orelhas semelhantes e que, dessa situação, se poderia ter um completo banco de dados com informações policias. E tal coisa foi feita. Centenas, milhares de fotografias de orelhas passaram a povoar o sistema judicial francês, ao final do século XIX. Sugeriram a ele, certa vez, que substituísse o sistema por um outro, ainda mais eficaz: a coleta de impressões digitais. Mas Bértillon riu-se: Como podem achar mais prático identificar criminosos pelo dedo do que por sua orelha?
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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