Em função do feriado de terça, só teremos uma aula de nosso curso nesta semana. Leremos o Discurso do Método, de René Descartes. Espero poder ler e discutir com vocês as partes I e II do texto. Observem um trecho dessa obra, ao final da página 51 da edição que estamos trabalhando: "existindo somente uma verdade de cada coisa, aquele que a encontrar conhece a seu respeito tanto quanto se pode conhecer". Pensem nisso antes de nossa leitura. O Discurso do Método fala exatamente sobre o que está por trás dessa frase: as verdades são simples, porque são exatas, mas encontrar a verdade é difícil, num universo cheio de sombras, ilusões, enganações... Portanto, encontrar a verdade é possível; para tanto, bastaria dissolver as obstruções da mente e do mundo que impedem o real de aparecer como ele, exatamente é - ou seja, na sua simplicidade de ser uma coisa absoluta. Porém, se é possível encontrar a verdade, como fazê-lo?
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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