Para Descartes, a razão é uma fonte de conhecimento autosuficiente. O conhecimento da realidade que ela produz é gerado com suas próprias forças, tal como a matemática. Por essa razão a experiência humana não serve senão como um condutor para a reflexão racional. Não é senão uma ocasião para a racionalidade. Esse pensamento reproduz uma intuição que surge com o Renascimento, pela qual se começa a acreditar que a natureza não é, como antes se pensava, uma quantidade interminável de coisas, um sistema sem leis de acontecimentos. Assim não sendo, se faz possível conhecer, descobrir, desvendar o mundo. Conhecendo seus mecanismos de funcionamento (por meio da razão), se conhece a sua complexidade. Para fazê-lo, pode-se partir de algumas poucas evidências: os axiomas, para falar sobre as demais verdades correlatas, discurso construtor de hipóteses que Descartes chamará de teorema.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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