Qual a relação entre imagem e identidade? Esse foi um dos temas que iniciamos discutir no Seminário de ontem. O tema tem um imenso potencial e conecta os temas que estamos discutindo na especialização com o tema central do LabSo, do Tribos Urbanas e dos projetos de pesquisa. Efetivamente, o problema da imagem coincide com o problema da identidade. Observem que ambas as palavras têm a mesma raiz etmilógica. Acompanhando a crítica que estamos produzindo sobre a dinâmica metafísica que resulta naquilo que compreendemos tanto por imagem como por identidade, lembremos o sentido das proposições feitas pela psicanálise e, noutro plano, pela sociologia compreensiva, de que o que faz sentido, verdadeiramente, não é a identidade, mas a identificação. O verdadeiro processo é o da identificação. O que propus no seminário foi que a relação entre identidade e imagem corresponde à relação entre identificação e algum termo que soaria mais ou menos como imagificação. Não temos a variação necessária do vocábulo. Consideremos que imaginação não é um termo satisfatório, posto que evoca, unicamente, as imagens produzidas pelo pensamento. Usemos imagificação, proponhamos imagificação. Tal como a identificação a imagificação evoca a noção de movimento, a noção de que imagem não é representação, mas interpretação, e, dessa maneira, do mesmo modo como identificação resulta numa superação da metafísica arraigada presente no termo identidade, imagificação resulta numa proposição anti-metafísica para a noção de imagem.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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