Qual a relação entre imagem e identidade? Esse foi um dos temas que iniciamos discutir no Seminário de ontem. O tema tem um imenso potencial e conecta os temas que estamos discutindo na especialização com o tema central do LabSo, do Tribos Urbanas e dos projetos de pesquisa. Efetivamente, o problema da imagem coincide com o problema da identidade. Observem que ambas as palavras têm a mesma raiz etmilógica. Acompanhando a crítica que estamos produzindo sobre a dinâmica metafísica que resulta naquilo que compreendemos tanto por imagem como por identidade, lembremos o sentido das proposições feitas pela psicanálise e, noutro plano, pela sociologia compreensiva, de que o que faz sentido, verdadeiramente, não é a identidade, mas a identificação. O verdadeiro processo é o da identificação. O que propus no seminário foi que a relação entre identidade e imagem corresponde à relação entre identificação e algum termo que soaria mais ou menos como imagificação. Não temos a variação necessária do vocábulo. Consideremos que imaginação não é um termo satisfatório, posto que evoca, unicamente, as imagens produzidas pelo pensamento. Usemos imagificação, proponhamos imagificação. Tal como a identificação a imagificação evoca a noção de movimento, a noção de que imagem não é representação, mas interpretação, e, dessa maneira, do mesmo modo como identificação resulta numa superação da metafísica arraigada presente no termo identidade, imagificação resulta numa proposição anti-metafísica para a noção de imagem.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
Comentários