Nesta aula trabalharemos com o texto n° 5 de nossa bibliografia, o texto de Frederic Jamenson que, como falei a vocês, é um texto básico para areflexão sobre a pós-modernidade. Leremos alguns fragmentos desse texto, discutindo-os à luz de nossas reflexões sobre a sociedade contemporânea e o capitalismo flexível. A principal idéia que quero trabalhar é a percepção da experiência social contemporânea como “sensação”. Essa idéia não está presente no texto dessa forma, mas o que diremos sobre a “sensação” é muito próximo do que Jamenson denomina pastiche e, também, de seu debate sobre a nostalgia. Procuraremos ver como nostalgia é um tema presente no modo de vida das sociedades atuais e como, nessas sociedades, substitui-se, corriqueiramente, uma prática de paródia por uma prática de pastiche. Esclarecendo desde já, a paródia é uma ironia que mantém vínculos de sentido e, portanto, preserva o que, nas últimas aulas, viemos denominando “vínculo de coerência entre significantes e significados”. O pastiche, por sua vez, já não tem esse vínculo de coerência. Não é uma relação significante-significado, mas sim uma relação significante-significante. Ele associa-se à nostalgia como uma das principais produções de sentido da cultura contemporânea. Mas, atenção, os exemplos de Jamenson são problemáticos. Precisaremos relaciona-los aos exemplos de nossa própria experiência cultural para perceber o sentido que esses conceitos podem ter para nós. E, aqui, mais uma vez vamos precisar evocar a idéia de hibridez cultural para compreender o que é a pós-modernidade nas culturas periféricas, como a nossa.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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