O tema da aula será a globalização. Ou melhor, a relação entre a globalização e a pós-modernidade. Faremos uma leitura bastante específica do fenômeno da globalização, ou melhor, dos diferentes fenômenos da globalização. Essa leitura está centrada na proposta metodológica de examinar as globalizações pela via de uma leitura “heteróclita”. Que vem a ser isso? Bom, uma estratégia de percepção não reducionista do fenômeno. Sugeriremos que não há um modelo de globalização, mas diversos e que eles podem ser agrupados, ao menos, em quatro categorias gerais, por meio das quais podemos nos aproximar do fenômeno. Com apoio de Souza Santos, pensaremos na diferença entre globalismos localizados e localismos globalizados. Perceberemos como o capitalismo flexível associa-se às dinâmicas de globalização e, seguindo o movimento já empregado nas aulas anteriores, tentaremos perceber a globalização à luz da experiência social híbrida presente na nossa própria vida social.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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