Segui os cursos de Bourdieu no Collège de France em 2000 e 2001, a bem dizer os últimos que ministrou antes da descoberta dos males que o combaliram tão rapidamente. Não sou bourdieusiano e penso que sua obra comete o pecado que Alan Caillé, em obra famosa em defesa de Marcel Mauss, chamou de “sociologismo”. Mesmo assim, li seus livros e artigos, e acho que ele é um dos autores mais importantes do século XX. O que falta na sua sociologia, acho, é uma maior consideração pelas dinâmicas da subjetividade. Tudo bem que essa palavra ressoa em grande parte de seu pensamento, inclusive em termos centrais, como habitus, por exemplo. Porém, toda discussão sobre a subjetividade feita por Bourdieu está centrada nos aspectos não centrais do verdadeiro problema da subjetividade. E aqui, mais uma vez, precisamos diferenciar as sociologias propriamente ditas – macroanalíticas e, segundo Alan Caillé, sociologizantes ou economicistas – das microsociologias que mais nos interessam como método de observação dos fenômenos simbólicos.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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