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O que chamamos o começo é muitas vezes o fim

[...]
Não desistiremos de explorar
E o fim de toda a nossa exploração
Será chegarmos ao lugar de onde partimos
E conhecer o lugar pela primeira vez.

Através do portão desconhecido e lembrado
Quando o último confim da terra por descobrir
For o lugar que foi o começo;
Na nascente do rio mais longo
A voz oculta queda d'água
E as crianças na macieira

Desconhecidas, porque não procuradas
Mas ouvidas, meio-ouvidas, na quietação
Entre duas ondas do mar.
Depressa agora, aqui, agora, sempre

—Uma condição de completa simplicidade
(Que não custa menos do que tudo)
E tudo há-de ficar bem e
Toda a espécie de coisa há-de ficar bem
Quando as línguas de fogo refluírem
Para o coroado nó de fogo
E o fogo e a rosa forem um.

T. S. Eliot, Little Gidding, in Quatro Quartetos, tradução de Gualter Cunha, edição da Relógio d’Água

Comentários

Yúdice Andrade disse…
Caro professor, receba minhas congratulações pela passagem do ano. Que 2007 seja um grande ano para todos nós. É muito bom encerrar 2006 com as belas mensagens que você nos tem deixado. Um abraço.
Anônimo disse…
Desejo um Feliz 2007, com muita luz e sabedoria a nos guiar. Que as virtudes brotem nos corações dos homens no ano que está chegando. Abs! Luciane.

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