A situação que descrevemos no post anterior - e que se refere, com efeito, à cena cultural belemense - poderia, na verdade, ser descrita como uma situação em curso, como um momento, como um estado provisório do ser. Não sem contradições, essa situação tem a forma de uma fulguração, de um momento a vir, não obedecendo a um cânone conformado e não possuindo forças analíticas determinantes capazes de institucionalizar, as diversas produções artísticas mencionadas, a um padrão de regularidade convencionado. Fulgurações de um desejo de ser… assim se manifestariam certos projetos sociais : pela via de uma intersubjetividade, na dimensão da intuição, no limbo social que é a criação artística. É certo que virá o tempo da convencionalização, primeira etapa do início do fim de todos os projetos sociais expontâneos, mas no momento é possível ainda observar esse influxo social – que não é, portanto, um projeto social – em sua elaboração expontânea.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
Comentários