Essa idéia, essa proposição de compreender o que se passa na produção artística de Belém, evoca ainda duas noções : a de razão interna, elaborada por Michel Maffesoli e aquela estranha forma de temporalidade que Walter Benjamin denomina Jetztzeit, ou Tempo-Já, ou agoridade. A razão interna, em Maffesoli, corresponde aos parâmetros do imaginário, do onírico e do lúdico, ou seja, de tudo aquilo que, recusando uma visão étriquée da razão, pode recuperar a razão interna das coisas, mesmo que estas se apresentem sob um aspecto não-racional ou irracional . A razão interna se caracterizaria por um vitalismo próprio, oposto daquele presente na razão separada, tão cara à modernidade e marcada, esta, por um intelectualismo desincarnado e por um desejo de autonomia. Ela equivaleria à noção medieval de logos spermaticos, ou razão seminal, segundo a qual cada indivíduo de um grupo possuiria um germem , uma parcela de um todo social obscuro que, em última instância, seria a própria razão de ser do grupo.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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