Esse vitalismo, essa razão interna, teria, a nosso ver, um equivalente na noção benjaminiana de agoridade, a qual se refere à fulguração de um futuro nos atos do presente, ou melhor, no sonho em relação ao futuro, a uma situação de futuro, como força capaz de concentrar as energias do presente. A agoridade seria uma suspenção expontânea do real com o fim de alcançar o verdadeiro. Essa suspensão momentânea do real – ou dialética figurativa estaria presente em diversas atividades aparentemente banais da vida quotidiana, tais como o jogo, a brincadeira infantil, o ato sexual e também o ato de contar histórias. A agoridade corresponderia a um ímpeto presente em todo movimento quotidiano que se impõe como histórico (na história pessoal do Sujeito), ou seja, como um ímpeto voltado para o passado ou para o futuro, mas concentrado no presente, no diário, no corriqueiro, no quotidiano, numa percepção repleta de tensão na qual passado e futuro se encontram com o agora, como num relâmpago. É o que Walter Benjamin dizia quando mencionou que cada época sonha com o futuro da próxima e, sonhando, a força a despertar , idéia assimétrica à de Maffesoli em sua proposição de que “c’est toujours en son début qu’une époque est vraiment pense” .
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
Comentários
Um breve comentário: tu poderias, por favor, traduzir as citações em outras línguas?
Mesmo que não comprometa o entendimento geral do texto, fica cuirazinha pra entender, sabe...
Até mais.
Só para esclarecer, o comentário acima não foi feito por mim. Que bobagem, que falta de bom senso, que falta de tudo...
Aproveito para lhe avisar que postarei, logo mais, no meu blog a sétima virtude, por Cláudio marinho.
Um abraço!
Luciane Fiuza de Mello.