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Vitalismo e razão interna

Esse vitalismo, essa razão interna, teria, a nosso ver, um equivalente na noção benjaminiana de agoridade, a qual se refere à fulguração de um futuro nos atos do presente, ou melhor, no sonho em relação ao futuro, a uma situação de futuro, como força capaz de concentrar as energias do presente. A agoridade seria uma suspenção expontânea do real com o fim de alcançar o verdadeiro. Essa suspensão momentânea do real – ou dialética figurativa estaria presente em diversas atividades aparentemente banais da vida quotidiana, tais como o jogo, a brincadeira infantil, o ato sexual e também o ato de contar histórias. A agoridade corresponderia a um ímpeto presente em todo movimento quotidiano que se impõe como histórico (na história pessoal do Sujeito), ou seja, como um ímpeto voltado para o passado ou para o futuro, mas concentrado no presente, no diário, no corriqueiro, no quotidiano, numa percepção repleta de tensão na qual passado e futuro se encontram com o agora, como num relâmpago. É o que Walter Benjamin dizia quando mencionou que cada época sonha com o futuro da próxima e, sonhando, a força a despertar , idéia assimétrica à de Maffesoli em sua proposição de que “c’est toujours en son début qu’une époque est vraiment pense” .

Comentários

Unknown disse…
Oi, professor.

Um breve comentário: tu poderias, por favor, traduzir as citações em outras línguas?
Mesmo que não comprometa o entendimento geral do texto, fica cuirazinha pra entender, sabe...

Até mais.
Anônimo disse…
Prof. Fábio.
Só para esclarecer, o comentário acima não foi feito por mim. Que bobagem, que falta de bom senso, que falta de tudo...
Aproveito para lhe avisar que postarei, logo mais, no meu blog a sétima virtude, por Cláudio marinho.
Um abraço!
Luciane Fiuza de Mello.

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