Desse modo, poder-se-ia dizer que o tema do supérfluo, no ato amoroso contemporâneo, é um tema relacionado ao fetiche. Será preciso evocar Wittgenstein para colocar a questão. Segundo esse filósofo, o desejo é uma coisa que não tem suas razões. Ele não tem, senão, suas causas. Assim é o fetiche e toda a superflibilidade da cultura sexual contemporânea: ele não tem senão causas. Wittgenstein, no Tractatus logico philosophicus, aliás, observa que "Ce qui est mystique ce n'est pas comment est le monde, mais le fait qu'il est.".
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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