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Mulheres

A Universidade de Harvard, fundada em 1636, elegeu no mês passado a sua primeira reitora, Drew Gilpin Faust, 59 anos, historiadora. A dimensão histórica do fato, sem demérito, se equipara à magnitude do poder que lhe caberá: gerir a universidade mais importante do planeta, que tem 12 faculdades e um orçamento anual de 3 bilhões de dólares. E a dimensão simbólica do fato se vitaliza em função das declarações sexistas – e, portanto, polêmicas – do ex-reitor, Lawrence Summers, que, dentre outras, se saiu com uma história de que “as mulheres são menos aptas às matemáticas de que os homens”. Há alguns dias li, no El Pais digital, uma declaração interessante de Maria Teresa Fernandez de La Vega, a número 2 do governo espanhol desde 2004: Segundo ela, as mulheres possuem uma visão distinta da dos homens, e isso se dá pelo fato de que são melhor preparadas a dividir e a cohabitar, partilhar, resolver conflitos. Essa preparação resultaria da cultura da esfera privada, caracterizada pela sucessão de atos de acompanhar, ouvir, intervir e decidir. Uma cultura que educa para buscar aquilo que une mais que aquilo que separa. É dia internacional das mulheres, aqui estão nossos respeitos.

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