Então o que posso dizer a essa pobre alma que indaga sobre o que tem a haver com tudo isso é que, se ele não sabe, não o saberei eu e nem o saberemos nós. Nada temos a haver, necessariamente, aprioristicamente, ao que acontece no Irã. Mas, se as notícias do que lá está havendo nos chegam creio que sim, temos algos a haver com isso. Portanto, as manifestações no Irã são, também, uma experiência nossa. E, para além disso, se temos meios de informação que podem ser e que estão sendo usados como meios de participação nesses acontecimentos, e se temos vontade de perticipar dessas acontecimemntos por esses meios, então o evento se torna, ainda mais, pois também em outro plano, uma experiência nossa.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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