Resolvi chamar esse conjunto de reflexões de Heranças à Esquerda. À esquerda porque o essencial de tudo o que vivenciei nestes dois últimos anos, transformado em reflexão pessoal, pode ser resumido no debate sobre qual é o papel da esquerda na sociedade contemporânea, quais são seus atuais grandes embates e, muito especificamente, sobre seu papel no Pará e na Amazônia. E heranças porque se trata, na verdade, de um fragmentário de conceitos a serem debatidos, revistos, reformulados, reordenados de acordo com as possibilidades e necessidades concretas de fazermos as coisas andarem.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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