A conjunção desses dois elementos se deve à uma outra conjunção, embora não de um espelho com uma enciclopédia, como a que revelou Tlön a Borges, mas sim à conjunção entre o burocrático desvelar de minha colaboração atual ao Estado e a humana necessidade de ter um pouco de tempo para gastar à esmo, sem objetivos finalísticos precisos, sem planos de leitura ou escritura acordados com o CNPq, sem razões de Estado a incomodar e a zunir, como cabas superexcitadas que rodam em círculos em torno de nós. Tomei a decisão de me permitir as férias programadas inicialmente para julho e, de férias, ler por prazer, escrever por prazer, ver um excesso comprometedor de filmes e tentar dar um jeito na falta de racionalidade da J, cachorra que minha filha, sem consentimento meu, trouxe para casa.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
Comentários
Já imagino que este, deva ser pra ti, o maior desafio... rsrsrss
Boa sorte!