Essa conjunção de elementos, na verdade, vem ocorrendo desde que deixei a Secom. Estou absorto entre livros e filmes, mas a fundo, mais a fundo, processando a experiência de dois anos no olho do furacão político. Tomado por uma profunda vontade de descansar, surgem, no entanto, os fantasmas dessa experiência. Um pouco do que venho escrevendo neste blog resulta disso, da ambigüidade entre ter tempo para gastar e, ao mesmo tempo, ir lendo à esmo, organizando livros, meu espaço de leitura, os arquivos do computador, ir escrevendo sobre coisas diversas e ir pensando no futuro. Percebo que a diferença entre esta etapa do blog e o que aqui botava há dois anos atrás consiste no advento de uma cristalização maior de meus interesses e, sobretudo, de minha disposição para dialogar e discutir temas que, embora estivessem no horizonte do meu trabalho, sempre ficaram a segundo plano.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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