O "L'Osservatore Romano", o jornal oficial do Vaticano, fez grandes elogios, recentemente, a Oscar Wilde. Considerou-o "uma das personalidades do século XIX que com mais lucidez analisou o mundo moderno nos seus aspectos perturbadores mas também nos seus aspectos mais positivos". Estarei eu ficando doido? Estará o Vaticano se modernizando? O "The Times", onde leio essa notícia, ironiza o jornal do Vaticano dizendo que Wilde é "um herói católico tão provável como Pôncio Pilatos", lembrando também que o padre Leonardo Sapienza, chefe de protocolo do Vaticano, reuniu algumas frases de Wilde numa coletânea de máximas que editou e publicou. Parece que se trata de um movimento pró-ativo (sic) de reabilitação. Mas... chegaremos um dia à beatificação? Lembremos que Wilde, que dizia que "a única forma de nos libertarmos de uma tentação é cedermos a ela", converteu-se no fim da vida ao catolicismo. E que considerava essa religião como uma fé destinada "apenas a santos e a pecadores" (ele próprio) e que "para as pessoas respeitáveis a Igreja anglicana é suficiente".
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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