Segundo Clay Shirky, o jornalismo não faz sentido em ambientes de informação abundante. Se todos podem transmitir informação, o jornalista, cuja atividade profissional, em última instância, é a de selecionador de conteúdo, se torna desnecessário. Isso quer dizer que o jornalista se torna um profissional desnecessário¿ Não, mas quer dizer que, o perfil profissional do jornalista deverá mudar radicalmente nos anos futuros. Aqui em Belém sempre falam do Metro e de outras marcas gratuitas diárias como soluções para o futuro do jornalismo. Não o são. Tavez para o futuro da publicidade, mas não do jornalismo. E talvez nem mês, mesmo para a publicidade, porque tanto o Metro, como outras marcas similares, estão neste momento fechando filiais e diminuindo edições.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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