Segundo Clay Shirky, o jornalismo não faz sentido em ambientes de informação abundante. Se todos podem transmitir informação, o jornalista, cuja atividade profissional, em última instância, é a de selecionador de conteúdo, se torna desnecessário. Isso quer dizer que o jornalista se torna um profissional desnecessário¿ Não, mas quer dizer que, o perfil profissional do jornalista deverá mudar radicalmente nos anos futuros. Aqui em Belém sempre falam do Metro e de outras marcas gratuitas diárias como soluções para o futuro do jornalismo. Não o são. Tavez para o futuro da publicidade, mas não do jornalismo. E talvez nem mês, mesmo para a publicidade, porque tanto o Metro, como outras marcas similares, estão neste momento fechando filiais e diminuindo edições.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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