A crise econômica mundial fará com que o número de pessoas que passam fome no mundo ultrapasse, pela primeira vez, a marca de um bilhão de pessoas. E isso deverá acontecer nos próximos dias, muito provavelmente na próxima terça-feira. A estimativa é da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Segundo a entidade, toda semana cerca de um milhão de pessoas ingressam nesse exército de famintos. Na América Latina, 53 milhões de pessoas estarão em pobreza extrema neste ano, 12,8% mais que em 2008. Na África e no Oriente Médio, serão 42 milhões. Esses números derrubam a meta de redução da fome pela metade até 2015.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
Comentários