Vejam que interessante o vídeo abaixo. Trata-se de uma miniaturização, se assim podemos dizer, um universo sucedâneo ao nosso, um universo de brinquedo. O tema da miniaturização é simbólico, está no universo mental dos contos de fadas, mas ele transmigra para a cultura pop, para a cultura contemporânea, aí se tornando recorrente. De imediato me lembro da série Terra de Gigantes e de filmes como A Mosca da Cabeça Branca, tudo derivado da viagem de Gulliver a Liliput, de Swift. Tem a ver também aquela sensacional máquina de teletransporte do Star Trek, afinal tanto a miniaturização como o teletransporte resultam de uma brincadeira com moléculas. Resulta de uma livre interpretação das estruturas moleculares, aliás, a idéia do “cavorite”, um material fictício “opaco à gravidade” (sic) que H. G. Wells criou e botou dentro de “O Primeiro Homem na Lua”. Seu crítico, Clarke, na obra “Visões do Futuro”, observa que um tal material seria tão paradoxal como a possibilidade de se ter um recipiente para um solvente universal.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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