Vejam que interessante o vídeo abaixo. Trata-se de uma miniaturização, se assim podemos dizer, um universo sucedâneo ao nosso, um universo de brinquedo. O tema da miniaturização é simbólico, está no universo mental dos contos de fadas, mas ele transmigra para a cultura pop, para a cultura contemporânea, aí se tornando recorrente. De imediato me lembro da série Terra de Gigantes e de filmes como A Mosca da Cabeça Branca, tudo derivado da viagem de Gulliver a Liliput, de Swift. Tem a ver também aquela sensacional máquina de teletransporte do Star Trek, afinal tanto a miniaturização como o teletransporte resultam de uma brincadeira com moléculas. Resulta de uma livre interpretação das estruturas moleculares, aliás, a idéia do “cavorite”, um material fictício “opaco à gravidade” (sic) que H. G. Wells criou e botou dentro de “O Primeiro Homem na Lua”. Seu crítico, Clarke, na obra “Visões do Futuro”, observa que um tal material seria tão paradoxal como a possibilidade de se ter um recipiente para um solvente universal.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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