A Cepal - Comissão Econômica para América Latina e Caribe – informa que nosso continente terá retração de 1,7% no seu Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. É um número muito alto, sobretudo quando comparado à expectativa de retração da Cepal publicado em abril passado: apenas 0,3%. A Cepal, no entanto, ressalva que, ao contrário de crises anteriores, os países latino-americanos e caribenhos estão agora menos endividados e com mais reservas internacionais. A Cepal também publicou, em conjunto com a OIT, seus dados sobre o desemprego na AL: seriam um milhão de postos a menos, no primeiro trimestre de 2009 - 8,5% contra 7,9%, no mesmo período de 2008. A tendência é crescente. Se o PIB regional cair 1,7%, como estimam as duas organizações, a taxa de desemprego deve chegar a 9,1% no final deste ano, o que corresponde a um aumento de 2,8 milhões a 3,9 milhões de desempregados.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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