A questão essencial é: o pragmatismo é, de fato, essencial ao poder? Não sei se entendo o que é o pragmatismo. Acho que não. Penso que o pragmatismo não é algo que se associa, exclusivamente, ao curto prazo. Para mim, o pragmatismo real, e o único que conta, é ser fiel à marca e aos princípios. Esse é o maior dos valores em política. É o peso da identidade. Esse valor está no limite oposto do pior dos males em política, que é a ambivalência. Eu próprio, que não tenho fábricas e nem elefantes, ouro ou estanho, e que para sustentar minha família só conto com meu nome e com a palavra que dei – ou ainda, sem desejar parecer arrogante, que com meus princípios - bem sei que esse é o valor fundamental.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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Danilo