É a mais polêmica conferência já realizada no Brasil. Mais polêmica porque, em primeiro lugar, os interesses em jogo são os mais obscuros e poderosos, na medida em que comunicação é poder econômico, político, social e cultural. E, em segundo lugar, porque a comunicação perpassa a todos os demais interesses, estando presente em todos os temas e em todas as esferas do interesse social. A proposta de “democratizar a comunicação” é, no mínimo, incômoda para o modelo vigente, centrado no mercado e não no interesse social. Porém, dizemos incômoda, mesmo, para dizer o mínimo, porque, à julgar como o empresariado da comunicação tem procedido, tentando bloquear, atrasar e reduzir o temário da conferência, mais do que incômoda ela é, de fato, ameaçadora.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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