Pular para o conteúdo principal

O manifestante da Islândia

O espaço público da islândia não será mais o mesmo sem ele: Helgi Hóseasson. Tinha 89 anos e era uma das figuras mais conhecidas do país. Tudo começou em 1962, quando tentou “desbatizar-se”. Ali começou um combate com a igreja nacional que acabou também envolvendo o governo, partido, jornais et caterva. Não conseguiu, vejam só. Dez anos depois despejou skýr – o iogurte nacional islandês – sobre o bispo, o presidente e membros do parlamento. Foi uma vingança. Ficou muito famoso. Resolveu que, a partir de então, passaria a protestar contra o que estava errado. Foi a ´punica pessoa na Islândia, durante todos esses anos, que achou que muita coisa estava errada. A cada dia saia às ruas com um cartaz novo e acabava sempre na mesma esquina, com seu apito. De vez em quando ficava nu. Em 2003 foi realizado um documentário sobre sua vida: Mótmælandi Íslands (O Manifestante da Islândia). O Museu Nacional comprou seus cartazes, faixas e placas e vai abrir uma sala em sua homagem.


Comentários

Anonymous disse…
È deu no que deu, a revista Piauí fez uma matéria muito boa sobre a derrocada da Islândia,sem dúvida a grande vítima dessa crise, que ao contrário de outros países,contraiu uma dívida até a próxima terceira geração e nem os mais renomados economistas vêem uma solução à curto prazo. Mesmo voltando a produção, o país não tem lastro suficiente para renegociar os débitos,ouve financistas na bolsa de Londres, Inglaterra é o maior credor,que sugeriram simplesmente a venda do país. Com certeza Helgi Hoseasson não concordava com isso.
Anonymous disse…
Que cara mais doido...

Postagens mais visitadas deste blog

Solicitei meu descredenciamento do Ppgcom

Tomei ontem, junto com a professora Alda Costa, uma decisão difícil, mas necessária: solicitar nosso descredenciamento do Programa de pós-graduação em comunicação da UFPA. Há coisas que não são negociáveis, em nome do bom senso, do respeito e da ética. Para usar a expressão de Kant, tenho meus "imperativos categóricos". Não negocio com o absurdo. Reproduzo abaixo, para quem quiser ler o documento em que exponho minhas razões: Utilizamo-nos deste para informar, ao colegiado do Ppgcom, que declinamos da nossa eleição para coordená-lo. Ato contínuo, solicitamos nosso imediato descredenciamento do programa.     Se aceitamos ocupar a coordenação do programa foi para criar uma alternativa ao autoritarismo do projeto que lá está. Oferecemos nosso nome para coordená-lo com o objetivo de reverter a situação de hostilidade em relação à Faculdade de Comunicação e para estabelecer patamares de cooperação, por meio de trabalhos integrados, em grupos e projetos de pesquisa, capazes de...

A publicidade governamental do Governo Jatene, a Griffo, o jornalismo paraense...

Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha  anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene :  Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo  um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou  um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...

Genocídio Yanomami: Bolsonaro não pode escapar

O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime.  Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA  mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita.  O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....